Feijoada de Preto Velho tem sua 14º edição no ICA

feijoada de preto velho

Em homenagem ao 13 de Maio data de promulgação da Abolição da Escravatura no Brasil. Adotou-se por entre os terreiros de Umbanda a comemoração da Festa de Preto Velhos. 

Feijoada de Preto Velho

O prato servido nas festividades dessa linha é a tradicional feijoada de feijão preto. Considerada uma das comidas típicas dos país, a feijoada à brasileira tem sua história constantemente relacionada a vida nas senzalas no período escravagista do país.

Conta-se que a origem do prato acontece dentro das grandes fazendas agricultoras. Os restos animais descartados da alimentação dos senhores (de engenho, de mina e de café) seriam enviados à senzala. Mais tarde, foram acrescidos de feijão e água e os miúdos se tornaram a icônica feijoada.

No entanto, estudiosos da culinária brasileira apontam que essa história seria um mito e uma visão romanceada das relações entre os senhores com a população escravizada. De acordo com o autor do livro A formação da culinária Brasileira, Carlos Alberto Dória, a ideia da feijoada como prato nacional seria consequência das ações dos modernistas, para construir uma identidade nacional brasileira. A partir desses esforços a comida, já popularizada, se tornou um dos signos da brasilidade.

No entanto, o que constata-se nas referências históricas, sobre o cardápio dos escravos é a presença do famoso angu de fubá (sopa rala de água e fubá). Compunham também a dieta, muita farinha de mandioca e feijão com sal e gordura animal.

[blockquote author=”Pai Rodrigo Queiroz” link=”” target=”_blank”]Ser ancião é ter mansidão. A sabedoria é vista naquele que sabe ponderar, escutar, observar. É na introspecção que você tem o seu maior momento com Deus. É na quietude que você comunga com a manifestação do sagrado.[/blockquote]

Veja também: ICA promove a 13º Festa de Pretos Velhos em Bauru-SP

Comemoração na Umbanda

Na Umbanda tomamos para o rito, o simbolismo que a data e comida agregam. Tanto a abolição como a feijoada têm forte referência e apelo a influência da cultura negra no país.

De acordo com Pai Rodrigo Queiroz, a feijoada em homenagem a essa linha é para o Umbandista (em grau de importância) o que o católico tem por Santa Ceia. “Por excelência a feijoada dos anciãos da Umbanda é a maior comemoração genuinamente Umbandista. Já que a Festa de Iemanjá, por mais popular que seja é celebrada em dias diferentes dependendo da região do país e do sincretismo, e ainda, não é uma festividade exclusiva da Umbanda como acontece com a feijoada”.

Durante a preleção ele afirma também que realiza a feijoada aos Pretos Velhos à 16 anos e que essa é a 13º edição realizada no ICA.

ICA

Fundado em 2004 o Instituto Cultural Aruanda é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos que atua nas áreas sociais como: Cultura e Educação, Bem Estar Social, Comunicação, Meio Ambiente e Religioso.

Suas várias frentes de atuação visam criar uma rede de ações benéficas, tendo a Umbanda como propulsora de todo benefício coletivo gerado.

O Instituto entende como missão o combate a todo tipo de Intolerância, Preconceito, Repressão e “ditaduras locais” geradas normalmente pela ignorância e a dificuldade de aceitação da diferença.

“Entendemos que se a segregação social e religiosa acontece pela “ignorância” então levaremos luz nas trevas da consciência. Pois só posso aceitar o diferente, o desconhecido quando passo a conhecer.”

Em 2012 o Templo-escola foi selecionado pelo programa “Redes Pontos de Cultura”, do Ministério da Cultura e desde então desenvolve atividades relacionadas a arte e a divulgação da cultura afro-brasileira junto da comunidade.

Em 2014 o terreiro foi premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, pela realização das Festas Populares – Celebração aos Orixás, sendo considerado um promotor da valorização do patrimônio cultural imaterial da comunidade do entorno da casa.

Texto e Foto: 

Júlia Pereira

ENTIDADES DE UMBANDA: Saiba Quem São e Como se Apresentam os Espíritos de Umbanda

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Júlia Pereira

Acredito no poder da sabedoria ancestral da contação de histórias, como forma de cura, acolhimento e força. • Jornalista • Estrategista e Copywriter • Pós-graduada em Marketing, Branding e Growth • Estudante da EAD Ubuntu.

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