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3 Ritos de Umbanda presentes no momento da virada

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Imagem: site O Globo

1 – Usar branco na Virada

Este é um rito de Umbanda, pois o ato de ir as praias vestindo-se de branco é uma prática exclusivamente umbandista e que tem origem na tradicional Festa de Iemanjá que no seu apogeu conseguiu reunir mais de 1 milhão de pessoas* para render homenagens à Rainha do Mar.

No evento umbandistas de todos os lugares do país se reuniam em torno do culto à Mãe Iemanjá e nessa ocasião jogavam flores ao mar, tomavam banho de champagne, pulavam 7 ondas etc. Essa aglomeração dos filhos de santo todos vestidos de branco foi sendo visado cada vez mais pelos meios de comunicação da época, chegando a ser retratado em jornais, novelas e comercias o que ajudou a inflamar essa nova onda.

Após a explosão dos festejos da Orixá, a cultura popular foi agregando esses ritos como algo natural à passagem do ano brasileira. Vale lembrar que essas manifestações em Praia Grande, litoral paulista aconteciam/acontecem entre 8 e 9 de dezembro e é só quando essas manifestações chegam no Rio de Janeiro que os festejos passam para o 31 de dezembro e se propagam pelo país inteiro. Leia mais sobre essa história em: Pra você que usa branco na virada, isso é coisa de umbandista!

*informações extraídas de arquivos de jornais indexados no livro História da Umbanda no Brasil, Diamantino Trindade

2 – Flores ao Mar 

As oferendas são ritos praticados por diversas crenças, aqui no Brasil fortemente popularizada pelas religiões de matriz africana, com destaque para o Candomblé e Umbanda que são comumente associados as oferendas aos Orixás e Guias.

Mesmo com interpretações diferentes é fato que a oferenda seja um rito tanto do candomblecista como do umbandista, e em sua realização normalmente reunimos elementos que vibram aquele mistério e que proporcionam a ligação do médium com a força de determinado Orixá ou Guia.

Oferenda é também magia que tem como objetivo manipular o Axé (poder de realização da divindade) em prol de uma intenção, seja ela pedindo por proteção, prosperidade, direção, calma, paz, direcionamento, objetivo, firmeza ou novas perspectivas para a vida como é o caso de quando nos remetemos à Mãe Iemanjá.

Fora isso, temos a crença de que cada Orixá tem um local da natureza a qual sua força e energia vibra-se com mais intensidade. Sabe quando a gente entra numa mata e sente que algo ali, (além da questão de que estamos em um lugar com ar puro e tranquilo) tem um mistério, um aspecto, uma característica e um sentir próprio?

Bom, acreditamos nisso.. que cada “ponto de força” que é como chamamos esses locais, vibram, e é também como se eles armazenassem um tantinho de Deus manifestados por meio do Orixás em cada folha, grão de areia, aglomeração rochosa, do macro ao micro, Deus em matéria, em forma e energia.

O mar então para nós é mulher, é Mãe, é acalento, é um dos aspectos femininos de Deus e por excelência casa de Mãe Iemanjá. Nos voltamos à essa formação da natureza com respeito e reverência, pois consideramos-os o local onde nos encontramos com a potência da geração e da criação de Pai Olorum (Deus) em sua expressão máxima de sentidos.

Flores brancas são um dos elementos considerados de Iemanjá, dentre elas, por excelência a rosa branca é unanimidade nos terreiros umbandistas que prestam suas homenagens à Rainha do Mar.

O ato de ofertar flores brancas ou rosas ao mar (ponto de força da Orixá) durante a virada de ano é algo que se populariza também com as manifestações umbandistas da Tradicional Festa de Iemanjá e que hoje fazem parte de um hábito familiar ao brasileiro. A renovação de nossos ciclos são regidos pela matrona do panteão, responsável pela criação da nova vida e da gestação

3 – Pular 7 Ondas

Presente na categoria de ritos frequentemente realizados durante às homenagens dedicadas a Mãe Iemanjá no 31 de Dezembro, temos algo também popularizado pelos umbandistas durante as festividades.

Ao pular 7 ondas, o Umbandista simboliza e ritualiza por meio desses gestos a renovação de seus ciclos na força das 7 Linhas de Umbanda, que para nós correspondem aos 7 Tronos de Deus, aos 7 sentidos da vida, aos 7 chakras e as 7 qualidades de Deus manifestados por meio dos Divinos Orixás.

Existe um número diverso de Orixás e cada terreiro ou vertente de Umbanda vai eleger os que serão cultuados em sua casa, mas todos esses se alocam e são representados por meio das 7 linhas. Saiba mais: 7 LINHAS DE UMBANDA SÃO 7 ORIXÁS?

O número 7 é também por excelência algo próprio da religião de Umbanda, onde temos no próprio nome do espírito que anunciou a crença a simbologia do sete, Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Os “pulinhos das ondas” no dia 31 foi interpretado pela população como algo que o umbandista fazia para atrair sorte, dinheiro, amor e etc e por isso acaba caindo no gosto de todos, sendo até hoje reproduzido com entusiasmo.

Estava na beira da praia quando vi 7 ondas passar.. Abre a porta ô gente que ai vem Ogum, com seu cavalo marinho ele vem Saravá!

Ponto de Ogum

Gente, mais do que mostrar pra todo mundo que nos “tornamos umbandistas” pelo menos uma vez ao ano, esse texto pretende contar que a cultura e tudo o que nos permeia enquanto crença e costumes genuinamente brasileiros, esbarram na história dos primeiros povos que compuseram nossa nação. Nesse enredo, somos formados por povos indígenas, europeus, africanos, dentre tantos outros que vieram posterior à colonização.

Por isso, a diversidade não está apenas em nossas crenças, mas em nosso rosto, na nossa forma de falar, nos nossos gostos pessoais, nas formas que enxergamos a vida e a que levamos também.

Que nesse novo ano, a fé seja renovada no coração deste povo, diverso por natureza e por isso, tão bonito. A todos que chegam aqui de outras vertentes nosso respeito e agô (licença) para que no dia 31 a forma que elegemos para nos relacionar com o sagrado, seja também, a de todo brasileiro ritualizar sua passagem de ano.

Axé leitores Umbanda EAD! Da equipe e direção nossos mais sinceros votos de amor e prosperidade para esse novo ciclo!

Adocybá! Odoyá Iemanjá!! 

Leia também: Pulando 7 ondas, de branco no revéillon – texto de Pai Rodrigo Queiroz sobre o assunto

Texto:

Júlia Pereira

Imagem:

O Globo

Estudos com inscrições abertas pelo
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