A mediunidade de Umbanda é a mesma da Espírita?

A mediunidade enquanto a capacidade sensorial de se relacionar com outros planos é algo comum a todos que se descobrem médiuns, entretanto existem incontáveis formas de se viver a atividade mediúnica, existindo hoje centenas de especificidades atribuídas a ela.

Nesse quadro podemos incluir a psicografia, clarividência, projeção astral, materialização, clariaudiência, psicofonia, incorporação e etc, que ao existirem em variedade atendem a determinadas “inclinações” de seus médiuns.

A fim de responder a pergunta do título vamos recorrer ao conceito de que existem ‘médiuns de terreiro‘ e ‘médiuns de mesa‘.

Somos diferentes na medida que somos iguais 

Ao pensar a mediunidade dividida em ‘médiuns de terreiro‘ e ‘médiuns de mesa‘ vamos ao encontro do conceito de que cada pessoa encarna com a mediunidade especifica a sua forma de religiosidade e quando constatamos que cada religião e crença possui sua própria estrutura vibratória, essa teoria ganha mais força.

Entretanto, isso não significa que um médium de terreiro seja obrigado a exercer para o resto da sua vida a prática mediúnica umbandista ou que também que ele não possa mudar de religião, a mediunidade é algo que pode ser trabalhada em qualquer lugar, entretanto, cada médium irá e só pode oferecer o que é natural a ele e a sua essência.

Se a sua natureza mediúnica esta para a Umbanda, você possui uma estrutura de corpo espiritual específica que permitem a incorporação e viabilizam que os espíritos pertencentes à essa egrégora espiritual se manifestem.

A maleabilidade do médium de Umbanda evidencia isso, ao incorporar Caboclo o médium é tomado por um tipo de energia que faz parte do campo magnético e vibracional daquela entidade, se em seguida ele desincorpora e da passagem a Exu por exemplo, ele também precisa rapidamente estar preparado para aquela energia que adentra o seu campo espiritual, e no caso da esquerda sempre mais densa.

Ele trabalha com aquilo que está nele, ele só oferece aquilo que tem, então o médium que vem para trabalhar na vibração e no campo de atuação do espiritismo que são orientações, explanações, doutrinações ele não precisa incorporar um Caboclo, um Preto-Velho, um Exu na estrutura vibratória de Umbanda, por isso ele vai incorporar aqueles espíritos já conhecidos desses ambientes e isso basta.

Pai Rodrigo Queiroz em Mediunidade de Umbanda

Pai Rodrigo Queiroz adentra nesse tema nos estudos sobre mediunidade destacando que segundo os Mestres de Luz se um médium espírita incorporar uma entidade típica de Umbanda é possível que ocorra algum desequilíbrio vibratório em seu corpo físico e espiritual, acarretando em efeitos colaterais que vão desde tonturas até desmaios “isso não tem nada a ver de energia boa ou ruim, tem a ver com estrutura vibratória magnética específica“.

 

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Divisões no plano espiritual

Abordando esse assunto não pretendemos rotular o trabalho da espiritualidade, mas sim esclarecer que mesmo no plano astral existem divisões de espíritos que se afenizam com determinadas crenças vividas neste plano, a exemplo disso destacamos a descrição de colônias espirituais presentes em filmes e obras espíritas.

 

Leia também: Criação da Umbanda no Astral

 

Essas considerações não nos levam (ou pelo menos não deveriam) crer que não exista um convívio entre esses espíritos. Pai Rodrigo Queiroz também explica isso dizendo que em algumas sessões espíritas clarividentes podem descrever a presença de espíritos que não irradiam luz, que se apresentam trajando um uniforme branco e uma cinta preta e que fazem a guarda desses ambientes durante todo o período das atividades.

 

Quem mantêm a ordem? O guarda, o guardião, o sentinela, o vigia, ele que mantém a ordem. E quem tem essa função no astral? É Exu. Só que no centro espírita, nas reuniões espíritas, o Exu não vai como ele chega no terreiro paramentado com a sua roupagem, seu armamento simbólico.., no ambiente espírita eles vão como é o ambiente espírita.

Pai Rodrigo Queiroz em Mediunidade de Umbanda

Exu se desloca para esse ambiente a fim de manter a ordem entre os espíritos que entram e saem desse espaço. Nessa função, ele vigia tudo o que acontece ali e principalmente as ações de espíritos zombeteiros e obsessores que chegam em companhia da própria consulência.

Por isso plano espiritual encontraremos sim as particularidades de cada grupo de espíritos, assim como existe aqui na terra, entretanto isso não impede que haja uma fusão dessas forças numa força tarefa para que tudo transcorra em equilíbrio “não há fronteiras no astral”.

Quando um seguidor de uma religião oriental desencarna ele terá a recepção de espíritos vestidos como ele, com a mesma linguagem que a dele e até aquele momento, a mesma crença.. e só depois que vai ser esclarecido a amplitude que é a existência e o que é o mundo espiritual.

Pai Rodrigo Queiroz em Mediunidade de Umbanda

Imaginem só uma pessoa da crença evangélica ser recepcionada por um Exu de capa, cartola, tridente nas mãos e feição de caveira? Certamente isso causaria um grande choque.
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 Mediunismo Umbandista

Leitores, ao se depararem com esse termo não mais estranhem. A mediunidade como algo natural ao homem e um dos seus sentidos também deve ser percebida dessa maneira, a forma de uma pessoa sentir o aroma de um prato de comida se difere da percepção da outra, os tons, as cores também não são iguais a todos.

Algumas pessoas tem o tato mais aguçado, outras escutam melhor que a maioria e essas capacidades vão ter infinitas variedades de interpretações e formas de se sentir, em escalas que ninguém ainda foi capaz de quantificar.

Com a mediunidade não iria ser diferente.

Um professor de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, Rubens Belfort Jr. ao ser questionadose as pessoas enxergavam as mesmas cores‘ aponta inúmeros motivos pelos quais as pessoas não enxergam as mesmas cores dentre as prerrogativas – de que precisaríamos ter o mesmo tipo de fotorreceptores para que isso acontecesse –  uma causa bem particular “as pessoas reagem de formas diferentes a determinados estímulos”.

Por isso, a maneira que cada umbandista irá conceber a sua própria mediunidade de incorporação também irá variar de pessoa para pessoa, mas esse assunto nós deixaremos para o próximo texto!

O importante agora é que entendamos que cada um de nós viemos a este plano com o domínio de determinadas faculdades mediúnicas que tem ligação com a vibração espiritual religiosa que rege nossa ancestralidade, para concluir isso nos sustentaremos nas palavras de Pai Rodrigo Queiroz:

Nós umbandistas nos sentimos mais pertos de Deus por estarmos na Umbanda. Eu não senti a presença de Deus na minha vida tão intensamente em qualquer outra religião que eu já tenha passado. Eu sou umbandista porque sinto Deus no meu coração quando estou no terreiro de Umbanda.

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Texto

Júlia Pereira

 

Imagem

Pedro Belluomini

 

 

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