CAMBONE: O PILAR DA UMBANDA

Saudações queridos irmãos!!!

Falar dos irmãos e irmãs cambones é um privilégio e um imenso prazer. Ainda que muitas vezes eles passem despercebidos aos consulentes e assistência durante o trabalho, são os cambones os grandes responsáveis pelo bom andamento de uma gira. Pois é, eles são de fato, a viga mestre do trabalho.

Cambones (ou cambonos e cambonas) são os médiuns preparados e consagrados ao trabalho de auxiliar e servir aos Mentores e Guias durante os trabalhos. Por esse motivo são preparados para a doutrinação de espíritos menos esclarecidos, e treinados para terem uma concentração excepcional no auxílio da firmeza do ritual.

Quando chega uma entidade em terra que não fala a língua portuguesa, somente o cambone preparado poderá entender o que a entidade está falando. Não quer dizer que o cambone vai saber falar várias línguas desconhecidas e até desaparecidas no tempo. O que ocorre é que o cambone cria uma ligação espiritual com a entidade em questão, onde a mesma conversa ocorre telepaticamente.

Somente os cambones preparados têm a outorga de auxiliar as entidades magísticas, manipulando e contribuindo na realização de magias ou manipulação de elementos diversos. Seu corpo espiritual, assim como o médium incorporante, recebe uma preparação especial antes de seu reencarne para que possa ter estrutura e aguentar os entrechoques do astral.

Faço toda esta exaltação porque estou cansado de ver irmãos cambones questionando sua condição, e pecam ao dizer: “Meu trabalho é dispensável, só sirvo! Qualquer um pode fazer isto (…)”; bem, esta não é a verdade. Caso contrário realmente seria uma baderna se qualquer pessoa pudesse servir aos Mentores.

Como exemplo, um médico faria uma cirurgia sem as enfermeiras? O que seria de um empresário sem uma eficiente secretária? Ou como seria do câmeraman sem o caboman? Entendem? Por menor que pareça, a participação do auxiliar é tão fundamental quanto a presença do ator principal.

Saibam que uma entidade quando incorporada, traz consigo vários espíritos que lhe auxiliam durante os trabalhos, os quais podemos chamar de cambones espirituais. Se não fossem eles, seria uma loucura, e o trabalho da entidade se tornaria inviável. Já pensou? Um caboclo precisa de uma energia tal, aí ele desincorpora e vai buscar; aí, volta e incorpora, e assim por diante. Imaginem!

Loucura, não!?!

Pois é, senhores e senhoras cambones, conscientizem-se de que são muito importantes num trabalho espiritual, e isto não é demagogia, mas saibam que como os médiuns incorporantes vocês devem ser preparados e buscar sempre o maior esclarecimento e estudos acerca da espiritualidade.

São vocês médiuns auxiliares, que doam energias o tempo todo – ainda que não percebam. Um trabalho de Umbanda é formado pelo médium, cambone e a entidade espiritual, o triângulo de um trabalho.

Recebam meu sincero abraço fraterno, todos os cambones que militam nesta seara do amor e fé!

Salve a Umbanda!  Saravá!

Texto publicado originalmente em: Blog Rodrigo Queiroz

LIVE DA SEMANA:: Não se faz Umbanda sem Cambone 

Amanhã (28/10) às 11hrs da manhã Pai Rodrigo Queiroz entrará AO VIVO pelo facebook do Umbanda EAD para falar mais sobre esse tema! O sacerdote também abrirá tempo para perguntas dos espectadores, então se você já tem uma guardadinha ai, fique atento, pois o tempo das dúvidas é cronometrado!

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2 comentários em “CAMBONE: O PILAR DA UMBANDA

    1. Prezados,
      O Chefe, o Caboclo da Sete Encruzilhadas dizia: “Para a prática da Umbanda só se precisa de uma árvore e três pessoas: um médium, um consulente e o cambono”. A árvore para servir de teto; o médium para que os guias possam se manifestar, o consulente que será atendido em suas dores e aflições e o cambono para dar a base material para que o guia possa realizar a caridade. Sem ordem de importância. São responsabilidades e funções distintas, todas igualmente relevantes.
      Na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, fundada há exatos 108 anos, através da manifestação do Chefe, se entende trabalhar como cambono, como um fantástico exercício da humildade tão necessária a todos nós, mas especialmente aos médiuns do terreiro. Além de ser nossa grande escola. Uma escola da prática.
      Em nossa casa, alguns cambonos, quando tem mediunidade de incorporação, com o tempo, se desenvolvem como médiuns de passe. Outros, que podem ou não ter outras faculdades mediúnicas, como a vidência, continuam aatuar como cambonos, mas vão assumindo posições cada vez de maior responsabilidade, como presidente de sessão ou mesmo na direção da casa.
      Se serve de estímulo, posso dizer que por essa fantástica escola, passaram todos os filhos de Zélio de Moraes, incluindo aquelas que o iriam substituir na condução da TENSP, Zélia e Zilméa; sua neta Lygia, atual dirigente da casa; e três de seus bisnetos, dois dos quais, hoje, já adultos, auxiliam sua mãe, Lygia na direção da Piedade.
      Saudações a todos e que Oxalá os abençoe e Ilumine os seus caminhos.

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