O que é a mistificação na Umbanda?

Quin, 17 de Mar 2016

Esse texto é uma continuação do que já foi dito na publicação anterior. Confira no link >> O que é animismo na Umbanda?

Retomando alguns pontos, falamos sobre o conceito de animismo e como duas almas – médium e entidade – podem trabalhar em conjunto no momento do atendimento.

Para tanto, colocaremos alguns pontos que devemos nos atentar dentro dessa realidade.

Adivinhação

A incorporação tem como objetivo principal o trabalho espiritual realizado pela entidade em conjunto com o médium. Seu foco é promover limpezas, quebrar demandas, reestabelecer o equilíbrio, curar, abençoar e comunicar o que é necessário no momento.

Nenhuma entidade vai se ater a assuntos peculiares, como por exemplo, onde tal pessoa está nesse momento? O médium “adivinho” pode acabar se perdendo na mensagem, e ao invés de comunicar o que realmente importa a pessoa, e que irá ajudar a melhorar sua vida, inicia um show de adivinhação, que na maioria das vezes além de não “acertar” não soma em nada.

Pai Rodrigo Queiroz aborda esse assunto no curso Mediunidade na Umbanda “Toda vez que o médium incorporado ou não, quer adivinhar coisas, ele quer falar de coisas que não pertencem a ele e nem a espiritualidade, vai pisar na bola. Mas, ainda assim, se a intenção não é nociva, não é vaidosa, não é egoíca e coisas do tipo, ainda pode ser relevado.”

Mistificação

Chegamos então, ao ponto nevrálgico da questão: a “manifestação” que precisa ser vista com cautela dentro dos terreiros.

Na aula 15 do curso de Mediunidade esse ponto é colocado pelo sacerdote, e dentro dessa realidade, ele pontua a pessoa que movida pela ânsia de ajudar, acaba desenvolvendo um ‘mix’ de emoções embalados pelo subconsciente.

Ele fala também o que é importante avaliar: o que tem efetividade e traz benefício. Mas, a mistificação em si já é um outro precedente, mais profundo e complexo.

“Mistificação é a intenção de mentir; coisa que acontece com o zombeteiro, tem espírito que finge ser e tem pessoas que fingem ser. Se a intenção é de mentir, enganar, falsear.. isso sim, é mistificação.”

Pai Rodrigo Queiroz

Ele continua falando sobre isso, dando o exemplo de quando a pessoa “quer” incorporar um Preto Velho e começa a fingir que a entidade está incorporada, se manifestando como tal, mas, na verdade não é esse espírito que se faz presente. “Nesse momento, o erro já está instaurado e essa inspiração de mentir, é algo nocivo e tende a uma falta de caráter espiritual” completa.

Para se aprofundar e saber mais sobre os desdobramentos da vida mediúnica indicamos a leitura do livro Médium – Incorporação não é Possessão e o curso Mediunidade na Umbanda.

Texto: Júlia Pereira

Imagem: Pixabay

Umb_EAD_2014

Cursos com inscrições abertas pelo
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obs: os links desse texto estão sujeitos a alteração em razão da disponibilidade do curso e/ou produto

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