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As Orixás femininas na Umbanda Sagrada

8 são as Orixás femininas consideradas na Umbanda Sagrada

Oiá – Tempo

orixás femininas

 

Como o já nome diz, Oiá é a Orixá do tempo. A ela atribui-se também a atuação no campo religioso. É a onda divina ativa, de irradiação cristalina e de fator desmagnetizador ou temporal.

Atua nos seres apatizados ou emocionados, ou seja, em seu campo age sob os descrentes. Aqueles que usam de suas práticas religiosas, para enganar e explorar a fé alheia e os fanáticos.

À esses, Oiá age esgotando o estímulo a religiosidade que vem sendo aplicada de forma negativa.

As filhas de Oiá, apreciam as coisas religiosas, o estudo, a música suave ou romântica, um pouco de isolamento, conversas construtivas, a companhia de pessoas discretas e de homens maduros, reservados e amorosos.

Oxum

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É a Orixá do amor agregador e da concepção da vida. Por esse motivo também é conhecida por reger as relações matrimoniais e o amor que se funde formando a vida. Deste modo, Oxum tem ligação com a sexualidade, pois é por meio da sexualidade que se obtém a vida em carne.

Seu fator agregador está presente em todas as ligações do universo. Tudo que se agrega, se funde e se soma tem influência de Mamãe Oxum.

As filhas de Oxum não apreciam solidão, homens autoritários ou agressivos, reuniões monótonas, estudo de ciências exatas, políticas, lugares tristes ou monótonos. Nem homens ciumentos e mulheres egoístas.

 Leia também: Tudo que você precisa saber sobre os orixás Cósmicos e Universais

Obá

 

A Orixá traz consigo a onda geradora vegetal (magnetismo negativo), da qual rege o fator concentrador dos seres, que pode estimular o raciocínio ou se necessário, absorve-los.

Obá age absorvendo as ondas mentais dos seres, quando esses, fazem mal uso de suas faculdades.

Ela também é conhecida como a “Orixá da Verdade”. Sua qualidade concentradora atua conjuntamente com essa característica. Percebendo que só o que é verdadeiro, eterniza-se, no tempo e na mente do ser.

As filhas de Obá não apreciam pessoas soberbas, lugares ou reuniões agitadas, conversas chulas, pessoas vaidosas ou rompantes.

 Iansã

orixás femininasA Orixá faz parte da linha da Lei Maior, onde age direcionando a vida de todos os seres que se encontram trilhando um caminho dissoluto, a fim de que este evolua.

O fator oposto/negativo da divindade está na imobilidade que ela pode trazer. Pois, no campo dos elementos Iansã responde ao vento, ventania ou vendaval. Ao retirar o elemento eólico dos seres acaba que por tornando-os apáticos.

A irradiação divina advinda de Iansã é ativa. A ondas que a compõe, são curvas e alternadas. Por isso, seu campo magnético direciona os seres que assim necessitam

Como a energia que emana de Iansã também é movimentadora, suas filhas carregam na personalidade esse perfil, de característica forte.

As filhas de Iansã são emotivas e se não se impõem, revoltam-se e abandonam quem não se submete a elas, e logo estão estabelecendo novas ligações, em que se imporão.

Egunitá

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Orixá cósmica, ativa e absorvente, que atua na onda geradora ígnea. Egunitá é em si o Fogo da Purificação, que atua consumindo os vícios e os desequilíbrios dos seres.

Desta forma, onde manifestar um desequilíbrio o próprio ser que está nessa situação começará atrair esse fogo. Em seu magnetismo negativo, sua incandescência o esgotará.

Esse fogo cósmico está em tudo e em todos, só que diluído. Então no momento em que o ser se desvirtua é Mãe Egunitá que começa atuar.

A Orixá também está ligada a representação de Santa Sara Kali, a negra, protetora dos ciganos.

As filhas de Egunitá apreciam as conversas reservadas, os espetáculos emotivos, as reuniões direcionadas, tais como as de estudo, de orações, políticas e etc. Apreciam a companhia de pessoas passivas e a de homens que as encantem; gostam de passear, pois não suportam o isolamento do lar.

Nanã

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Da irradiação da onda divina da evolução, surgem dois Orixás, Obaluaiê e Nanã Buruquê. Nanã, domina o fator decantador, atuando na dissolução de vícios e excessos.

Enquanto Obaluaiê estabiliza os seres, Nanã traz maleabilidade a quem está “petrificado”. Recolocando o ser no caminho da evolução e livrando-o de todo negativismo.

Por esse motivo Nanã é conhecida como a Orixá que auxilia os seres que irão reencarnar, pois é nesse mistério que o ser diluí todos os seus sentimentos, mágoas e memórias.

Por decantar essas memórias, Nanã é associada a velhice, pois é nesse estágio da vida que o esquecimento bate a porta. Então, é ela quem adormece o mental do seres, para que esse não interfira em sua próxima encarnação.

As filhas de Nanã apreciam a boa mesa, as companhias falantes e alegres, reuniões familiares e religiosas, pessoas que lhe dediquem afeto e respeito e vestes multicoloridas.

Iemanjá

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Uma das qualidades de Olorum, irradia a criatividade e a geração, e é nela que Mãe Iemanjá está presente. O amparo à vida, o estímulo a maternidade e a criatividade partem dessa Orixá.

Portanto, Iemanjá é a “Mãe da Vida” aquela que gera e estimula o amor pela hereditariedade dos seres.

Já em a sua criatividade, trabalha auxiliando-os na adaptação aos meios e ambientes diversos a sua realidade.

As filhas de Iemanjá apreciam a vida doméstica, o trabalho produtivo, o respeito, a fidelidade, a religiosidade firme, o estudo, vestes sóbrias e elegantes, a companhia de homens firmes nas decisões e de natureza forte.

 

Pombagiraorixás femininas

Pombagira se classifica enquanto um dos mistérios de Deus se difere de Pombagira entidade, que trabalha incorporando médiuns à esquerda da Umbanda.

Pai Rubens Saraceni diz que enquanto Orixá o nome Pombagira nunca foi revelado na teogonia nagô. Ela se encontra oculta entre os mais de 200 Orixás que também permanecem desconhecidos. Sobre sua nomenclatura na Umbanda disserta

Mas, como ela se revelou na Umbanda com esse nome e já deu provas e mais provas sobre sua importância, seu poder e suas funções, compete a nós, os umbandistas fundamentá-las em Deus, entre os Orixás, na Criação, na Natureza e em nós mesmos, elevando-a à condição de Orixá.

Mestre Rubens Saraceni também explica, que as entidades manifestadas nos terreiros denominadas Pombagiras fizeram-se presente por meio da manifestação desse mistério divino. Mesmo não sendo revelado no culto africano ou de matriz africana e ainda cercada de enigmas, esta divindade vem cada vez mais se mostrando na Umbanda.

Trazendo essas concepções Pai Alexandre Cumino pontua “assim como para a entidade Exu tomamos emprestado o nome do Orixá Exu, para Pombagira por recomendação de Pai Benedito de Aruanda, temos a oportunidade de fazermos o contrário, pegar o nome Pombagira emprestado para identificar a divindade doadora do Mistério, puro e simplesmente isso.

 

 

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Texto e imagem de destaque:

Júlia Pereira

Fontes de Pesquisa:

Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada: a religião dos mistérios um hino de amor a vida/ Rubens Saraceni. – São Paulo: Madras, 2007.

Orixás Ancestrais: a hereditariedade divina dos seres/ Rubens Saraceni. – São Paulo: Madras, 2001.

 

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