Líder do candomblé defende a capacitação dos adeptos para combater foco de Aedes Aegypti nos templos

Sex, 26 de Fev, 2016

A líder religiosa Makota Valdina se posicionou nesta quarta-feira (24/02) sobre o papel da comunidade candomblecista no combate do mosquito Aedes Aegypti.

Em reunião com o governador da Bahia, Rui Costa, movimentos sociais e líderes religiosos conversaram sobre as estratégias de combate ao mosquito que é transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

Na ocasião, propôs que os fiéis substituíssem alguns objetos usados nos ritos – que podem servir como foco de proliferação do mosquito – por outros que não possibilitem esse evento. Citou como exemplo o uso de alguidares (vasilha de barro), por folhas, evitando assim o acúmulo de água parada dentro do recipiente. “Água para nós é vida, então nós temos que cultivar a água viva que é fonte de vida, e não a água que cria mosquito para matar” explica, Valdina.

Ela também fez menção a capacitação dos irmãos de fé – no combate – para que esses estejam aptos a eliminar os focos do mosquito dentro das casas. Justifica-se relatando que há lugares nos templos sagrados que apenas os adeptos ou alguns membros do terreiro podem adentrar, e por isso é necessário que eles sejam preparados a cuidar desse locais. “Eu acho que nós podemos, por meio da Sepromi (Secretaria de Promoção da Igualdade), a trabalhar por bairro, por região, colaborando com essa campanha” completa.

 

Ver também: Iemanjá será homenageado com cânticos ao invés de oferendas 

Makota Valdina

Professora e educadora, líder comunitária e religiosa, ativista política, ambientalista e militante pela dignidade de brasileiros afro-descendentes.

Valdina Pinto, exerce um cargo no candomblé – de makota – onde é assessora da Nengwa Nkisi (mãe de santo), no Terreiro Tanuri Junsara. Sua história de vida acontece no bairro Engenho Velho da Federação, em Salvador, conhecido por registrar o maior número de concentração de terreiros de Candomblé.

Em entrevista a Revista Palmares, a líder fala sobre sua vida e infância no local “aqueles negros, aquelas negras, mulheres e homens da comunidades onde nasci, cresci e moro até hoje, foram os meus primeiros mestres. Naquele tempo família era extensa. A comunidade era uma família.”

Texto: Júlia Pereira

Com informações: Secom Bahia – Secretaria de Comunicação Social 

Imagem: Reprodução/Youtube

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