A bíblia fala sobre mediunidade?

Quin, 25 de Fev, 2016
Contexto da obra..

A Bíblia possui algumas diferenças quando se trata do livro em que os católicos concebem e o dos evangélicos. Por exemplo, a bíblia evangélica não contempla alguns salmos presentes no antigo testamento, e isso ocorreu em longo processo pós reforma protestante. Nessa mudança 7 livros ficam “de fora” do antigo testamento que o evangélico professa.

A bíblia é considerada um livro sagrado pois é a base da fé de muitos povos, e de diversas culturas, e por esse motivo ao invés de estudá-la as pessoas acabam aceitando-a, sem questionamento ou compreensão.

Nasce aquilo que se chama de “fundamentalismo”, aceitar sem questionar. A própria Bíblia como outros livros tem passagens que se contradizem totalmente. E é importante entender que a Bíblia não é um livro doutrinário, e é um livro que vem sendo escrito ao longo, no caso da bíblia, a gente pode dizer de milênios. Muitas histórias que eram contadas de uma cultura antiga, que morre e deixa seu legado as outras e essa cultura absorve o conhecimento, histórias e sabedoria. É assim que devemos olhar para a bíblia” explica o tutor Alexandre Cumino, no curso Teologia de Umbanda.

Então como bem disse Pai Alexandre Cumino para se entender a bíblia é necessário, estudar e questionar.

Novo e Velho Testamento

O velho testamento antecede a vinda de Jesus Cristo, e conta os conhecimentos presentes antes dele. Essas escrituras são elaboradas a partir da sabedoria do povo Judeu, Jesus mesmo era Judeu. E foi um Judeu revolucionário, ele trouxe novas formas de pensar o mundo e  outra forma de teologia, contradisse normas e regras daquela época e por isso nasce o Novo Testamento.

Nesse paradigma entendemos o Velho Testamento como a base do judaísmo. Pois nele é contido os ensinamentos desse povo, a prova disso está nos cinco primeiros livros da bíblia intitulado “Pentateuco” que é nada mais é do que o “Torá”, o livro sagrado do judaísmo.

Nele estão dispostos os mitos de criação do mundo, a gênesis de tudo, e por isso a bíblia não deve ser entendida como um livro histórico, porque não se forma a partir de fatos e sim de explicações míticas para a origem do mundo e homem. Ela é então uma serie de conceitos doutrinários, do que pode ou não fazer, mas não um livro que conta a história propriamente dita.

Alexandre Cumino destaca os mitos presentes na bíblia como contos que vieram de outras culturas, ele fala também da presença de Deus no velho testamento que por vezes são descritos como sendo mais de um. “Ele aparece como Elohim, por exemplo. Em algum momento, é Deus que está falando no plural “nós criamos o homem” “temos que tomar cuidado com o homem porque se ele comer o fruto dessa árvore ele vai ser como nós”, no plural. Então a ideia de haver muitos deuses” completa.

Ele também atenta para a semelhança em que as histórias dos profetas, que acreditava-se que teriam escrito a bíblia são extraídas de culturas antigas, e marcam presença no livro sagrado.

Bíblia e Mediunidade

No momento em que há a separação entre Deus e o homem, há também a concepção de que teriam homens que conseguiam se comunicar com Deus, “os escolhidos”. Um claro exemplo está na história em que Noé recebe a mensagem de Deus de que deveria construir a arca, porque iria acontecer um dilúvio.

No judaísmo concebe-se a comunicação de Deus com seus filhos através de anjos. Os anjos podem ser uma manifestação de um espírito que já passou pela terra ou não. Então, quando Noé se comunica com o que aparece na bíblia como Deus, pode ser a orientação de um guia espiritual.

Cumino fala sobre isso “a Bíblia é recheada de mediunidade basta, conseguirmos enxergar. Por conta de um fato as grandes religiões se organizam em forma de instituições, e depois disso existe um comando, uma doutrina. Elas tornam-se grande e com perfil político e então acabam castrando seus dons mediúnicos. Isso acontece porque alguém que tem contato direto com a espiritualidade, por meio da mediunidade não precisa mais de religião. E o que eu digo é que um médium que tem maturidade ele não necessita das formalidades da religião, e só o faz porque quer”.

Ver também O que é religião?

O blog tenta explicar então um pouquinho do que é explanado no curso Teologia de Umbanda, ministrado por Alexandre Cumino. Esse texto teve como referência o primeiro bloco da décima aula do curso.

A quem já se inscreveu, o curso terá o conteúdo completo de toda essa relação bíblia e mediunidade.. e para quem ainda não, o último prazo é dia 29/02 nessa segunda-feira. Ainda dá tempo!

Texto: Júlia Pereira

Imagem: Pixabay

Umb_EAD_2014
Cursos com inscrições abertas pelo
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Tel (14) 3010-7777

obs: os links desse texto estão sujeitos a alteração em razão da disponibilidade do curso

1 comentário

  1. A mediunidade já se manifesta no mundo desde a sua criação mas acho que mais claramente podemos ter a certeza com Moisés quando trouxe a terra os 10 mandamentos podemos ai talvez descrever a mediunidade propriamente dita a voz direta de Deus falando com Moisés e a psicografia talhando os mandamentos.
    Axé irmãos.

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