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Sonhos na Umbanda: como discernir o fenômeno e a fantasia

Durante muito tempo, eu evitei falar sobre sonhos na Umbanda. Não porque eles não existissem na minha caminhada espiritual, muito pelo contrário.

Mas porque percebi, cedo, o quanto esse tema pode ser delicado, confuso e até perigoso quando tratado sem critério, sem preparo e sem responsabilidade.

Ao longo dos anos, incontáveis pessoas chegaram até mim trazendo sonhos intensos: Entidades que apareciam, recados urgentes, sensações físicas ao acordar, medo, culpa, dúvidas profundas. Algumas queriam respostas rápidas.

Outras carregavam angústia. Muitas estavam à beira de transformar qualquer imagem noturna em sentença espiritual.

Foi nesse ponto que entendi: não bastava dizer “é espiritual” ou “é psicológico”. Era preciso ensinar a discernir.

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Sonhos na Umbanda: fenômeno e responsabilidade

Este livro, “Sonhos e Mediunidade na Umbanda: 49 respostas para ajudar a interpretar seus sonhos espirituais”, não nasceu para alimentar fantasias, tampouco para invalidar experiências.

Ele nasce do lugar mais honesto que conheço: a gira, o Terreiro, a escuta cuidadosa e o compromisso ético com quem confia em mim sua vivência espiritual.

Aqui, eu não trato o sonho como regra, nem como exceção. Trato como fenômeno. Um fenômeno que pode ser biológico, emocional, simbólico, e sim, em alguns casos, espiritual e mediúnico.

O desafio não está em sonhar, mas em saber o que fazer com aquilo que se sonha.

Ao longo dessas páginas, compartilho reflexões, fundamentos da Umbanda, diálogos com a psicologia e a neurociência, relatos reais e ferramentas práticas para que você possa desenvolver autonomia, clareza e maturidade.

Não para depender de interpretações externas, mas para aprender a ouvir com mais responsabilidade aquilo que acontece quando o corpo dorme e a consciência se expande.

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Organizar o sonho para despertar o sonhador

Muitas vezes, o que nos aflige não é o sonho em si, mas a nossa incapacidade de dar nome ao que sentimos ao acordar. No Terreiro, aprendemos que a mediunidade exige ordem. E com o mundo onírico não poderia ser diferente.

Ao longo das 49 respostas que compõem este livro, mergulhamos em questões que tocam a alma de quem sonha: desde a dúvida angustiante sobre se um encontro foi real ou apenas um desejo da mente, até o medo que nasce de um pesadelo ou de uma paralisia do sono.

Passamos pela compreensão de como o nosso corpo físico — e até os medicamentos que tomamos — dialoga com a nossa capacidade de expansão espiritual.

Não se trata de buscar um dicionário de significados prontos, mas de entender a gramática do espírito. É aprender a discernir quando o cansaço ao acordar é um sinal de trabalho espiritual e quando é apenas o corpo pedindo socorro.

É saber que sonhar com um Orixá é um abraço sagrado, mas que a nossa caminhada na Terra ainda exige a validação ética e o pé no chão da nossa comunidade.

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Ferramentas para a prática: a Escala CEC

Uma das grandes contribuições desta obra é a apresentação de ferramentas que trazem o sonho para o campo da observação consciente. Entre elas, destaca-se o Diário dos Sonhos, onde ensino a aplicar a Escala CEC (Clareza, Emoção e Confirmação).

Essa escala permite que o médium avalie a nitidez da experiência, a carga emocional envolvida e, o mais importante, a busca por confirmações na realidade desperta ou no chão do Terreiro. É um exercício de humildade e paciência, que transforma o “acho que recebi um recado” em um processo de validação maduro.

Um retorno às raízes com os pés no chão

Quero deixar algo muito claro: nem todo sofrimento é espiritual. Nem todo sonho é mediúnico. E espiritualidade séria não substitui cuidado clínico, psicológico ou médico.

Mas também afirmo, com a mesma convicção: negar completamente o valor dos sonhos é negar saberes ancestrais afro-indígenas que sempre trataram o sonhar como oráculo, aprendizado e rito de passagem.

Como diz o conselho que recebi do Pai Tupinambá: “Volte às raízes!”.

Imagem de um livro aberto. Na página da esquerda, há um texto sobre sonhos mediúnicos na Umbanda, destacando que eles acontecem em um campo espiritual e auxiliam no autoconhecimento e na percepção dos sinais espirituais. Na página da direita, aparece o título “Trilha 4 – Desenvolvimento e Ciclos da Vida (Infância, Fases e Preparo)” sobre um fundo azul, com uma ilustração simbólica de uma entidade espiritual cuidando de uma criança, representando proteção, orientação e preparação espiritual ao longo da vida.

Este livro é, para mim, um retorno às raízes. Um reencontro com aquilo que nossas tradições sempre souberam, mas que precisa ser vivido hoje com ética, critério e consciência. Se este livro te ajudar a sonhar com mais clareza, menos medo e mais responsabilidade, então ele cumpriu seu propósito.

Saravá, Axé e Mojubá!

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Rodrigo Queiroz

Filósofo, sacerdote de Umbanda, pesquisador da cultura afro-brasileira, fundador da plataforma Umbanda EAD e diretor da Instituição Ubuntu.

Copidesque: Equipe UmbandaEAD

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