O ano era 2000.
Estava em um evento de formatura de algum curso de Pai Rubens Saraceni e ali conheci o Dri, o Adriano Camargo, que mais tarde seria conhecido como o Erveiro da Jurema, o Pai Adriano Camargo. Ele estava com sua família: esposa Andréia e a linda criança Thaís.

Foi um encontro de almas. Sentíamos que nos conhecemos de outras oportunidades, imediatamente conectamos uma amizade de carinho, admiração e respeito.
Sempre que possível parávamos tudo para ligar um para o outro e ficávamos horas conversando de um tudo. Ele sempre bem-humorado e de um sorriso adorável.
Com o Dri, eu sempre pude ter a referência de uma Umbanda pé no chão. Uma Umbanda que, embora sempre aberta ao novo, zelava para não perder a essência da ancestralidade.
Seu legado no estudo, sistematização e propagação do uso e manipulação das ervas dentro da Umbanda é algo sem precedente. Um marco que permanecerá por muitas gerações e sempre será citado e lembrado.

Juntos, tivemos a oportunidade de, através da Umbanda EAD, propagar sua mensagem e sabedoria para milhares de umbandistas e buscadores deste saber em todo o mundo. Pai Adriano está por aqui desde 2011 e continuará…
Hoje é um dia de sentimentos conflituosos. Seu retorno para o mundo ancestral nos entristece porque somos egoístas e gostaríamos de tê-lo por aqui para sempre.
Mas ao mesmo tempo, nos alivia porque encerra um longo período de luta e dor com a doença. Nos emocionamos com sua trajetória e por saber que convivemos com alguém que já sai da matéria ancestralizado.
Sua eterna lembrança te manterá vivo aqui por séculos e sua memória reverenciada, exaltada, admirada.

Dri, meu velho, meu mano…
Gratidão imensa por ter sido o que sempre foi.
Por ter estado onde sempre esteve.
E seguiremos por aqui, lembrando de manter os sorrisos e os olhos brilhantes!
Até nosso próximo encontro…
Com amor e sinceros sentimentos à família!
Pai Rodrigo Queiroz e família.





