Por que Exu vem com a mão em Garra?

por que a mão de Exu vem em garra

No texto de hoje, vamos explorar o significado por trás da característica marcante de Exu quando incorporamos – suas mãos em garra.

Entenderemos as razões espirituais e fisiológicas por trás desse fenômeno, desmistificando crenças comuns e aprofundando nosso conhecimento sobre essa entidade tão importante na Umbanda.

A Composição Energética de Exu

Exu é uma entidade espiritual que carrega consigo uma densidade energética peculiar, o que se reflete em sua manifestação física e gestual, incluindo suas mãos em garra.

A origem da densidade energética

Exu provém de uma região espiritual que se caracteriza por uma maior densidade energética, o que influencia sua manifestação física ao incorporar em um médium. Essa origem energética única se reflete nas características distintivas de Exu, incluindo suas mãos em garra.

O significado do gestual

O gesto das mãos em garra não é apenas uma representação física, mas sim uma manifestação da densidade energética que Exu carrega consigo. Essas mãos em garra são uma forma de absorver e transmutar as energias negativas do ambiente e das pessoas, demonstrando a atuação e a função energética dessa entidade espiritual.

A Reação Física do Médium

Ao incorporar Exu, o médium experimenta uma série de reações físicas que refletem a intensidade e densidade energética dessa entidade. Essa intensidade pode se manifestar através de sensações de peso, densidade e um enrijecimento muscular característico, resultando em uma experiência física distinta para o médium.

O enrijecimento muscular

Durante a incorporação de Exu, é comum observar um enrijecimento muscular, especialmente nas mãos e nos pés do médium. Esse fenômeno pode impactar a postura e o conforto físico do médium durante a incorporação.

Gerenciando as reações físicas

É importante que o médium compreenda e aceite as reações físicas que ocorrem durante a incorporação de Exu, buscando orientação e instrução adequadas para lidar com essas manifestações. Ao compreender e gerir as respostas fisiológicas, o médium pode facilitar uma incorporação mais equilibrada e harmônica.

O Papel das Crenças do Médium

As crenças do médium desempenham um papel significativo durante a incorporação de entidades. Compreender e desbloquear concepções distorcidas pode evitar problemas futuros, pois as crenças podem influenciar as reações físicas e emocionais do médium durante a manifestação espiritual.

O imaginário distorcido

O médium pode ser afetado por um imaginário distorcido em relação a Exu, levando a preconceitos e temores infundados. Desfazer essas crenças distorcidas é essencial para uma conexão mais autêntica com as entidades espirituais.

A respiração e a sensação física

A percepção da respiração pesada e sensações corporais intensas durante a incorporação de Exu pode estar associada às crenças e expectativas do médium. Entender que tais manifestações fazem parte do contexto do mediunismo de terreiro, proveniente da ancestralidade afro-indígena, pode ajudar a reinterpretar e aceitar essas experiências como parte integrante do processo espiritual.

O Impacto das crenças nas manifestações energéticas

Além das reações físicas, as crenças do médium podem influenciar diretamente as manifestações energéticas durante a incorporação. A compreensão das crenças e a capacidade de desbloqueá-las são fundamentais para uma interação alinhada com as entidades espirituais.

Desmistificando o medo de Exu

Quando falamos sobre o medo de Exu, é importante compreender as origens e influências que moldaram essa crença ao longo do tempo. A demonização de Exu ao longo de mais de 300 anos contribuiu significativamente para a associação equivocada entre essa entidade e o demônio, gerando um impacto profundo no imaginário coletivo e nas percepções individuais.


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Rodrigo Queiroz

Filósofo, sacerdote de Umbanda, pesquisador da cultura afro-brasileira, fundador da plataforma Umbanda EAD e diretor da Instituição Ubuntu.

Copidesque: Matheus Gobbi

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