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15 de outubro de 2018
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Evento Despertar do Propósito acontece nesse final de semana em São Paulo

Por Júlia Pereira

Começo a entrevista na crença de que meu gravador irá funcionar e no hábito de confiar que ele não irá apresentar nenhum erro.

Crenças, hábitos, costumes são alguns dos caminhos de temas comentados nos últimos tempos por Rodrigo Queiroz, filósofo, escritor, sacerdote de Umbanda, diretor da Umbanda EAD e criador do Treinamento Exu do Ouro.

Sempre haverá um momento da vida que seu cronograma não sai como o planejado, então é preciso recalcular a rota.

Hoje de manhã, eu planejei essa matéria contando somente com as palavras do Rodrigo Queiroz sobre o evento Despertar do Propósito. Pretendia escrever algo o mais fiel possível ao que ele conta sobre a construção do conteúdo que será apresentado. Até porque, todas essas teorias e conhecimentos apresentados, são à mim, um mundo ainda desconhecido.

Mas após perder toda a gravação de uma hora de entrevista, me vi na missão de ter que contar com a minha memória – pouco eficaz, para construir a narrativa do que se pretende apresentar neste final de semana.

É com os lapsos do que foi essa manhã de explicações sobre o roteiro do Despertar do Propósito, que conto a vocês, como eu assimilei tudo o que o Rodrigo Queiroz me descreveu hoje.

Iniciei a conversa, perguntando o óbvio…

JP:

O que é o evento Despertar do Propósito e com qual objetivo ele acontece?

RQ:

Nestes dois dias, eu pretendo apresentar por meio de técnicas científicas e em 20 horas, o que é o propósito particular de cada uma dessas pessoas.

JP:

O que podemos ter por Propósito? Daria para exemplificar?

RQ:

Eu não gosto de falar sobre o que são exemplos de propósitos, porque acho que isso de certa forma influencia as pessoas a pensarem em propósitos parecidos com o que eu citei.

Acredito que cada um tem um propósito particular e isso, não quer dizer coisas mirabolantes.

Seu propósito não necessariamente deverá ser trabalhar como voluntário na faixa de gaza. Eu sempre tento falar sobre esse tema, sem precisar cita-los, mas eu entendo também que seja necessário evidenciar isso as pessoas.

Então, dentro do que é possível discorrer, creio que o propósito descoberto e desperto em cada um, pode ser uma gama de possibilidades. Por exemplo, formar um filho como uma boa educação. Às vezes esse é o propósito de algumas pessoas.

Tornar-se referência no que você faz no seu trabalho, pode ser o seu propósito. Enfim, cada pessoa é legítima em sua diferença.

Após 4 turmas formadas no Treinamento Exu do Ouro, eu pude constatar a veracidade dessa premissa. E como essa legitimidade é o que dá sentido, também, à nossa existência.

Reconhecer suas potências, habilidades, entender onde estão suas “fragilidades” e como conduzir tudo isso, tem a ver com o seu propósito, o que te faz querer ir além.

No meu caso, o propósito da minha vida é uma “dobradinha”. Eu entendo que o meu propósito é despertar e fazer com que pessoas reconheçam os seus próprios propósitos. Entende? Por isso, por onde eu passar, eu quero deixar essa mensagem, vamos dizer assim.

JP:

Mas por que é importante reconhecer o propósito? O que você considera que as pessoas devam carregar consigo após o evento? Qual será o saldo?

RQ:

Tem a ver com autoconhecimento, com reconhecer também sua essência. E então, mergulhamos num universo de possibilidades, onde o que você pode alcançar está relacionado com o que você considera de si mesmo.

Reiterando, saber onde estão suas falhas, o que te impede de ser maior ou talvez, porque determinados âmbitos da sua vida não “funcionam” como deveriam.

A chave de tudo isso, eu credito (e é no que eu venho trabalhando nos últimos tempos) à autorresponsabilidade. Encarar a sua existência como o resultado das suas ações, das suas escolhas. Pra quem acompanha meu trabalho, já deve ter se deparado com esse discurso em ao vivos, cursos e até mesmo nos meus últimos lançamentos literários.

A não aceitação do destino, do que eu chamo de crenças limitantes, que seriam elas – por exemplo: o carma, o “Deus no comando”, as provações dentre outras, que estão arraigadas no discurso religioso.

Quero trazer o verdadeiro significado do empoderamento, palavra tão usada atualmente, mas que ainda é pouco explorada sobre o seu sentido mais profundo. Aliás, eu quero mostrar como o empoderamento sobre si é a chave para o encontro com o sagrado. Ao falar sobre isso, toco na questão que eu já disse aqui, sobre cada um ser legítimo em sua diferença.

Quando é possível ver o quanto cada um de nós somos um “território” é possível também conseguir estabelecer empatia pelo outro. Ao compreender a sua “bolha” você entende, que cada um possui uma bolha própria de crenças, hábitos e valores. Cada um deles crendo ser, sua maior verdade.

JP:

Mas você estaria indo contra o que todas as religiões colocam? Onde existe um líder que repassa valores, morais e um script de vida à seguir, igual a todos?

RQ:

Sim, para mim, esta seria a maior problemática das religiões. Elas sempre tentarão formatar, dogmatizar e não conduzir à um descobrimento próprio. Quando eu digo isso, é possível que as pessoas achem que eu não acredito em Deus, pois, desacredito da questão da providência Divina. Mas não. Deus nos dá sim algo, vamos dizer, pronto. Essa é a nossa essência. Cada um de nós carrega uma essência e isso já veio “pronto”. Qual é o nosso papel na vida então? Descobrir essa essência, se realinhar com o que somos, entender o que de melhor e pior temos. Reconhecer nossa identidade. Não se culpabilizar, e ver no outro as diferenças próprias da identidade dele.

JP:

Quais autores você estudou ao longo desses meses em preparação do Despertar?

RQ:

Diversas correntes da psicologia, muito da psicologia positiva, PNL, mindfulness, inteligência emocional, mindset tudo isso no que eu considero o “MMA” da psicologia, rs.

Desde meus primórdios da faculdade eu sempre me interessei pelo modo que a nossa mente opera. Sempre fui apaixonado pelo ser humano, embora, não seja apaixonado pelo modo como ele escolhe viver.

Automatizamos a vida. Estabelecemos prioridades que atropelam nossa existência. Deixamos de ser o que nascemos para ser – em nossa humanidade. Cumprimos com o que determina o plano e ainda, delegamos à Deus a colheita de todas essas nossas escolhas.

É claro que todos temos obrigações, mas ainda assim, há de se entender, que a pausa para organizar tudo isso, é também sobreviver. Nosso progresso, depende dessas prioridades. Pensando, que quando uma engrenagem deixa de funcionar, a máquina mais cedo ou mais tarde acaba parando. É isso que acontece quando adoecemos o corpo, a mente ou a alma.

Todos nós temos hábitos positivos e negativos. Saber conduzir e entender a força que esses ritos diários produzem em nossa vida é autoconhecimento, é empoderamento, é autorresponsabilidade e tem a ver com o que você tem como propósito.

JP:

Para quem você indica esse despertar? Para umbandista?

RQ:

Não é algo religioso, muito embora, as pessoas que estejam participando em sua maioria façam parte da comunidade religiosa para qual eu falo. Por isso também, eu terei uma liberdade maior para falar sobre algumas tocantes que estão inseridas na Umbanda, como também em outras religiões.

 

 

Imagem:

Pixabay

 

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