23 DE ABRIL SARAVÁ MEU PAI OGUM!!

Hoje, 23 de Abril, várias regiões do país comemoram o dia do Orixá que é patrono do ferro, do desbravamento, da guerra e dos caminhos. Sincretizado com São Jorge, Ogum é cultuado nas religiões de matriz africana e na Umbanda.

Origem Cultural

Existem duas maneiras de considerarmos o “nascimento” de uma divindade. Na origem cultural nos baseamos nos mitos, contos, lendas, escritos, cantigas e o que mais vir a contar sobre como aquela determinada cultura acredita ser a força de cada uma das divindades.

Por esse motivo, validamos a relevância que os mitos despojam na compreensão do mistério de cada Orixá. Podemos dizer que são os mitos, uma espécie de conjunto de relatos pessoais de como cada cultura se relacionava com suas divindades e enxergavam o mundo ao seu redor.

Bom, não é preciso dizer que cada pessoa vive e sente de formas muito específicas o sagrado e isso também tem a ver com a sociedade, época, política, região dentre outros fatores sociais. Nesse leque de compreensões temos as origens culturais do Orixás, ao qual muito agregamos influências dentro dos terreiros de Umbanda.

Ogum no mito Nagô-Iorubá por exemplo, corresponde ao Orixá da forja, do ferro e dos caminhos. Pai Alexandre Cumino explica durante Orixás na Umbanda, que acredita-se que o culto a Ogum é tão antigo quanto a idade do ferro.

Ele está no momento em que homem aprende a manusear o ferro, isso é um elemento importantíssimo por isso nós devemos estudar cultura, porque nós não devemos perder esse tipo de informação.

Pai Alexandre Cumino, em Orixás na Umbanda

 

 Origem Divina

Já no que podemos considerar como a explicação da hereditariedade divina dos seres, ou quando se dá o  “surgimento” dos orixás no plano astral, entendemos Ogum como um dos Tronos de Deus, que nos estudos de Pai Rubens Saraceni correspondem as qualidades do Criador.

 

Deus cria e gera tudo, e tudo foi criado e gerado N’Ele, que esta na origem de tudo o que existe, seja animado e inanimado, material ou imaterial, concreto ou abstrato.

Orixás Ancestrais, Rubens Saraceni, Ed. Madras

Nesta Ciência Divina entendemos as irradiações desse Orixá como ondas retas e constantes, onde seu magnetismo emana de si o fator ordenador, fazendo “par” com Iansã orixá direcionadora. Esses dois Orixás somam na quinta Linha de Umbanda, a responsabilidade pela aplicação da Lei Maior.

Ogum está em todas as outras qualidades de Deus e em tudo o que existe, pois é por meio da aplicação do fator ordenador que todos os outros aspectos da vida, do macro ao micro, de uma galáxia a um átomo se organizam no universo.

Ogum é uma individualização de Deus na qualidade da Lei, então Ogum é a Lei de Deus em ação. Ogum é nosso pai nesse quesito, nessa característica, Ogum é amparador!

Pai Alexandre Cumino em Orixás na Umbanda

Campo de atuação

Como dito Pai Ogum é aplicador da Lei e é dele que vem a ordem e a força para que ela se estabeleça. Todos os planos da vida são amparados por uma Lei Maior, essa lei que vem de Deus e dá sentido e equilíbrio possibilitando o caminho da evolução.

É na Lei Maior que Pai Ogum atua, anulando tudo o que correr contra os processos de ordem do Divino Criador. No plano terrestre emana as vibrações que podem aproximar o homem de sua crença, fortalecendo seus princípios naquilo que se refere a criação.

Pai Rubens Saraceni fala sobre atuação da lei sob nossas vidas no livro Manual Doutrinário,  Ritualístico e Comportamental Umbandista, e da obra destacamos o seguinte trecho: “Nossa Lei não é dualista, ela não diz que podemos fazer o bem com a direita e o mal com a esquerda. Só podemos fazer o bem.”

É para Ogum que os seres desvirtuados e que se perderam em emoções “prestam contas”, a Lei Maior é a responsável por aplicar e amparar todos esses caminhos. “Um ser humano só sai das leis das trevas se clamar, de coração e arrependido, pela ajuda de Deus. Esta é a Lei. E Pai Ogum é a divindade que aplica a Lei Maior em tudo e todos.” (Manual Doutrinário,  Ritualístico e Comportamental Umbandista, Rubens Saraceni, Ed. Madras).

Sincretismo – São Jorge vida e morte

O Orixá que traz pra si o arquétipo de um guerreiro, faz sincretismo com o santo católico que em vida foi um dos combatentes da Guarda de Diocleciano.

Por: Cruz Terra Santa

São Jorge nasceu em 275, na antiga região chamada Capadócia. Hoje, esta região é parte da Turquia. O pai de Jorge era militar e faleceu numa batalha. Após a morte do pai, Jorge e sua mãe, chamada Lida, mudaram-se para a Terra Santa.Lida era originária da Palestina. Era uma mulher que possuía instrução e muitos bens. Ela conseguiu dar ao filho Jorge uma educação esmerada.

Ao atingir a adolescência, Jorge seguiu a carreira de muitos jovens da época e entrou para a carreira das armas, pois tinha um temperamento naturalmente combativo.

Tanto que logo ele se tornou capitão do exército romano. Jorge tinha grandes habilidades com as armas e muita dedicação.Por causa dessas qualidades o imperador Diocleciano deu a ele o título nobre de conde da Capadócia. Assim, com apenas 23 anos, Jorge passou a morar na alta corte de Nicomédia. Nesse tempo, ele exerceu o cargo de Tribuno Militar.

Conversão e morte de São Jorge

Quando sua mãe faleceu, Jorge recebeu a herança que lhe cabia e foi enviado para um nível mais alto ainda: a corte do imperador. Lá, porém, quando começou a ver a crueldade com que os cristãos eram tratados pelo império romano que ele servia, mudou seu pensamento.

Ele já conhecia o cristianismo por causa da influência de sua mãe e da Igreja de Israel. Então, ele deu um primeiro passo de fé: distribuiu todos os seus bens aos pobres.Mesmo sendo membro do alto escalão do exército, ele quis a verdadeira salvação prometida pelo Evangelho que ele já conhecia.

Porém, o imperador Diocleciano tinha outros planos. Sua intenção era eliminar os cristãos. Assim, no dia em que o senado confirmaria o decreto do imperador que autorizaria a eliminação dos cristãos, Jorge levantou-se na tribunae se declarou espantado com esta decisão, que julgava absurda.

Ele ainda disse diante de todos que os romanos é que deveriam assumir o cristianismo em suas vidas. Todos ficaram muito surpresos quando ouviram palavras como essas vindas da boca de um membro da suprema corte de Roma.

Questionado por um cônsul sobre o porque dessas palavras, Jorge respondeu-lhe que estava dizendo aquilo porque acreditava na verdade e, por ser esta a verdade, a defenderia a todo custo.

Mas, “o que é a verdade?”, perguntou o cônsul. Jorge respondeu: “A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade”.

O Imperador, furioso ao ver o cristianismo infiltrado no império, tentou obrigá-lo a desistir da fé cristã. Por isso, enviou-o a sessões de torturas violentas e terríveis.

Assim, depois de cada tortura, Jorge era levado de volta ao imperador. Este lhe perguntava se, depois da tortura, abandonaria a fé cristã.Jorge, Porém, reafirmava sua fé, cada vez com mais coragem. Muitos romanos ao presenciarem estes fatos, tomaram as dores de Jorge, até mesmo a própria esposa do imperador.

Aliás, mais tarde, ela se converteu à fé em Jesus Cristo.Por fim, Diocleciano, vendo que não conseguiria dissuadir Jorge de sua fé, mandou que ele fosse degolado. Era o dia 23 de abril do ano 303. Aconteceu na cidade de Nicomédia, na Ásia Menor.

Patakori Ogum! Salve Jorge!

Texto: Júlia Pereira

Imagem: Pedro Belluomini    

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