Pra você que usa branco na virada, isso é coisa de umbandista!

Bom para você que se dirigiu a esse texto munido de curiosidade ou até mesmo descontentamento, vamos aos fatos..

Branco da África

O uso do traje branco tem seus primórdios nas tradições africanas onde segundo os mitos existe uma classe de orixás chamada de orixás “fun fun” ou orixás “que vestem branco”, nessas culturas eles estão relacionados com a criação do mundo e os seres – são esses Oxalá, Orinxalá, Oxalufã, Oxaguiã, Odudua dentre outras denominações.

Um dia Olorum chamou à sua presença Orinxalá, o Grande Orixá. Disse-lhe que queria criar terra firme lá embaixo e pediu-lhe que realizasse tal tarefa.

Mitologia dos Orixás, Reginaldo Prandi

Em cada país uma cultura para o dia da virada se disseminou, assim como, a data em que ele é comemorado. Na Itália por exemplo é tradição comer lentilha, beijar alguém embaixo do visco (um tipo de planta), vestir uma roupa nova e jogar fora uma velha. No Brasil é claro que essa tradição iria sofrer influência da cultura dos povos que formaram nossa nação e como já citado o branco é uma dessas influências, mas o branco na praia e mais precisamente na virada já é outro ponto.

Por que o título do texto diz que é um rito umbandista?

Bom usar branco na virada é um rito pertencente à Umbanda pois o ato de ir as praias vestindo-se de branco é uma prática exclusivamente umbandista e que tem origem na tradicional Festa de Iemanjá que no seu apogeu conseguiu reunir mais de 1 milhão de pessoas para render homenagens à Rainha do Mar.

No evento umbandistas de todos os lugares do país se reuniam em torno do culto à Mãe Iemanjá e nessa ocasião jogavam flores ao mar, tomavam banho de champagne, pulavam 7 ondas etc. Essa aglomeração dos filhos de santo todos vestidos de branco foi sendo visado cada vez mais pelos meios de comunicação da época, chegando a ser retratado em jornais, novelas e comercias o que ajudou a inflamar essa nova onda.


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Após a explosão dos festejos da orixá, a cultura popular foi agregando esses ritos como algo natural à passagem do ano brasileira e vale lembrar que essas manifestações em Praia Grande aconteciam/acontecem entre 8 e 9 de dezembro e é só no Rio de Janeiro que os festejos passam para o 31 de dezembro e se propagam pelo país inteiro.

Em linhas gerais é dessa forma que usar branco no dia da virada se tornou parte da cultura brasileira e essa popularização da comemoração pela sociedade em geral se deve também a imagem que foi construída em torno de Mãe Iemanjá que era considerada símbolo de bom agouro, prosperidade, dinheiro, sorte dentre outros atributos.

Hoje praticamente o país inteiro se veste de umbandista no momento em que todos pedem por um mundo, vida e realizações melhores no próximo ciclo. Portanto, nesta noite aproveite para vestir seu melhor branco e se unir à essa egrégora de paz, amor e união que faz parte da irradiação e regência de Mamãe Iemanjá!

Salve à Mãe Iemanjá, Odocyabá! Salve o Povo de Branco! 

 


 

Texto: Júlia Pereira

Imagem: divulgação internet (clique e acesse)

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