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O impiedoso destino dos africanos escravizados

Escravidão

Não tem como falar sobre a árvore do esquecimento, sem abordar a história da escravidão que começa na África, tem como palco principal o reino de Daomé e se estende por entre as Américas. Naquele momento holandeses, franceses, portugueses e africanos disputavam territórios e estabeleciam postos comerciais ao longo da costa. Nestes postos, foram construídos fortes e portos que tinham como intuito o tráfico de escravos.

As pessoas nessa época (tempos de guerras intertribais na África) eram designadas a escravidão por motivos diversos. Dentre os escravizados então, podia se encontrar desde um prisioneiro de guerra até um pai que trocava sua liberdade por alimento para a família. Entretanto, algumas dessas pessoas eram capturadas e arrancadas de suas famílias para a escravidão sem motivo algum, apenas pelo comércio e lucro que o tráfico negreiro gerava.

Durante o transporte dos novos escravos do mercado (onde ficavam a mostra como produtos) ao porto, algumas paradas eram feitas. Ressaltando que somente os que não eram vendidos no mercado continuavam o trajeto rumo ao porto, onde iriam encontrar os navios negreiros com destino as Américas.

Zomai, Árvore do Esquecimento e Portal dos Não Retornados

Nesse trajeto os africanos escravizados eram submetidos a alguns procedimentos, dentre eles o Zomai. O Zomai era um local que antecedia os porões do navio negreiro e reproduzia a hostilidade desse ambiente, buscando com isso, desenvolver um critério de “seleção” dessas pessoas. O lugar era conhecido também como “lá onde a luz não penetra”. Chamavam-no assim, porque nele, essas pessoas se misturavam entrepostas numa espécie de câmara. Os mais fracos e os que acabavam morrendo, eram jogados em uma vala, junto de outros animais.

Veja também: Você sabe quem são os retornados?

Os que “sobreviviam” ao Zomai caminhavam rumo a Árvore do Esquecimento. Lá eles eram obrigados a dar voltas em torno do seu tronco renunciando nome, sobrenome, família, comida, preferências, rituais, fé, crença, sabedorias e toda a sua identidade. Após esse esconjuro, eram marcados com ferro esquentado em brasa. A palavra marca, vem do quimbundo Karimo/kirimbu, que é também a origem da palavra carimbo. Esse “carimbo” representava que os impostos e taxas teriam sidos devidamente quitados a coroa e esses escravos poderiam seguir rumo ao Portal do Não Retorno.

O portal era a última parada dessas pessoas antes do embarque nos navios negreiros. Há relatos de que os escravos que chegavam a esse ponto comiam areia para não se esquecer da terra natal, e outros punham fim na vida com as próprias correntes que os prendiam.

Noa parte dessas pessoas que eram obrigadas a renunciar a vida que tinham desembarcaram aqui no Brasil, e seus descendentes como uma forma de resgate a África que existia em si iniciaram o Candomblé e as suas variações. Conheça mais sobre essa história no curso Candomblé, Religião, Cultura e Tradição. Ficou curioso (a) e quer saber mais sobre o conteúdo oferecido? CLIQUE AQUI e assista trecho da entrevista com a tutora do curso Profa. Patricia Globo à Pai Rodrigo Queiroz.

 

Texto: Júlia Pereira

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