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Livro e Documentário retratam a vida dos índios Kariri-Xocó

Sáb, 30 de Jan, 2016

Fulkaxó – Ser e Viver Kariri-Xocó

O projeto viabilizado pelo SESC engloba a produção de um livro e documentário que retratam os costumes, tradição, mitologia, culinária e história de vida dos índios Kariri-Xocó.


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O trabalho que conta com os textos do índio Nhenety Kariri-Xocó e organização de Ulysses Fernandes tem como objetivo documentar e resgatar a cultura dessa etnia indígena presente na região do baixo do São Francisco em Porto Real do Colégio – AL.

Índios Kariri Xocó

O senso da Funasa mostrou que a população Kariri-Xocó se estimava em 2.311 indígenas no ano de 2009. As tribos dessa etnia preservam em suas tradições algumas ritualísticas, dentre elas o Ouricuri, onde são escolhidos a liderança da aldeia, que se configuram pelo pajés e caciques.

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Toré

O Ouricuri é realizado entre os meses de Janeiro e Fevereiro e tem duração de 15 dias. O ritual geralmente acontece em mata cerrada, em um local onde eles irão considerar “limpo”.

Ao redor de uma clareira as festividades acontecem e nela os Kariri-Xocó cantam, dançam e bebem o preparado da entrecasca da raiz da árvore Jurema.

Os efeitos causados pela bebida e o transe mediúnico possibilitam que os índios tenham contato com espíritos, inclusive de seus ancestrais. Além do Ouricuri eles também mantém viva a dança do Toré como uma de suas tradições; para a dança existem duas modalidades de se praticar: a “de roupa” e a “de búzios” a primeira pode ser dançada em qualquer festa, inclusive com roupas comuns. Já na segunda, é ritualizado o sentido do Ouricuri, de forma a manifestar o segredo dessa ritualística.

O Toré também faz parte dos ritos de outras tribos indígenas do nordeste do país. Os cantos, som de maracás, zabumbas, gaitas e apitos entoam e fortalecem a tradição dos milhares de brasileiros indígenas que ainda mantêm essa cultura viva.

Documentário Louceiras

Dirigido por Tatiana Toffoli, o documentário Louceiras retrata o cotidiano das mulheres da aldeia Kariri-Xocó em Porto Real do Colégio, Alagoas, responsáveis pela tradição de confeccionar utensílios de barro. Com estreia no SescTv para o dia 21 de maio – Dia da Diversidade Cultural – o filme recupera as tradições e ritos, com especial olhar para o papel social das mulheres da etnia Kariri-Xocó. Ao longo do documentário, são apresentados depoimentos de homens e mulheres desta comunidade indígena preocupada com a preservação de sua cultura. Nesse sentido, as mulheres desempenham um especial lugar na comunidade, como artífices de potes e panelas de barro, de forma a prover o sustento de suas famílias, além do papel de dar continuidade a esse saber ancestral, marca da cultura Kariri-Xocó.

As louceiras de Kariri-Xocó contam como aprenderam o ofício, relembram suas mães e avós e temem que suas filhas não deem continuidade ao trabalho iniciado pelos ancestrais. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, não tinham potes e negociaram com as tribos indígenas o escambo. Desde então, a tribo comercializa as peças em troca de alimentos ou dinheiro.

A comunidade Kariri-Xocó também compartilha seus conhecimentos sobre o uso de ervas como aroeira, manjericão, quixabeira e outras, usadas no tratamento de doenças e em rituais. Outro forte aspecto retratado pelo filme é a preparação do ritual do Toré – um misto de cantos e danças indígenas considerados símbolo de registro e marco daquele povo.

De forma documental aliado a momentos poéticos, o filme percorre todo o processo para a confecção dos utensílios de barro, acompanhando as mulheres na escolha do barro e passo a passo do trabalho necessário até que as peças estejam prontas para a comercialização. O documentário descortina o cotidiano da comunidade Kariri-Xocó, com especial atenção ao registro da preocupação que os membros da etnia possuem a respeito da preservação de suas tradições. Selecionado na Mostra O Estado das Coisas do 18º Festival Internacional de Documentários – É Tudo Verdade 2013, o filme se apresenta como uma oportunidade de ampliar os olhares em torno da vida e cultura de comunidades indígenas brasileiras.

Fonte: Sesc Tv 

Texto: Júlia Pereira

Imagem: Estudio Kiwi

 

 

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